quinta-feira, 2 de janeiro de 2014



QUE VIRA A SER ESTE MENINO?

Lucas 1:65-66

“Sucedeu que todos os seus vizinhos ficaram possuídos de temor, e por toda a região montanhosa da Judéia foram divulgadas estas coisas”.
“Todos os que as ouviram guardavam-nas no coração, dizendo: Que virá a ser, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele”.

            Ouviram o que havia sido divulgado sobre o nascimento de João Batista, a mãe era estéril e ambos avançados em idade, o pai fica mudo durante a gravidez de Isabel, outro fator era o nome do menino. Esse nome, João, não tinha antecedente na família, pelo que lhes parecia impróprio dar ao menino este nome. Segundo os conceitos e costumes judaicos, dar o nome a uma criança significava muito mais do que dar um título casual, como geralmente, sucede modernamente. acreditava-se que o nome devia ser apropriado para o individuo, de acordo com sua posição social, circunstâncias possíveis do seu nascimento, aspirações de seus pais, tradição da família. No A. T. os nomes sempre estavam atrelados a algum fator da vida ou dos acontecimentos. Por ex. Jacó, Moisés.
            Havia também na antiga cultura judaica a possibilidade de alterar o nome de alguém por causa de algum acontecimento importante de sua vida, como no caso de Abrão, Jacó. Cefas, Paulo. A alteração do nome de família era considerada assunto muito sério, que não podia ser feita negligentemente. Por isso a indecisão dos parentes de Isabel e do próprio Zacarias. O nome João significa “graça ou misericórdia”. O anjo pediu para Zacarias colocar o nome no menino, porque João seria um instrumento especial para atrair graça celestial até os homens e foi o que ele fez.
            Outro fator importante é que após o nascimento, seu pai começa a falar e louvar glorificando o nome de Deus.
            As pessoas vendo todo este contexto de alegria e ao mesmo tempo temor por tudo que foi visto. A pergunta então feita. Que virá a ser, pois, este menino?
            De certa forma sabiam que a mão do Senhor estava ali presente e que ele – João -  seria um instrumento. Mas, instrumento aonde? Seria um sumo sacerdote, um sacerdote, ou seria o futuro rei de Israel?
            Quando olhamos para nossas crianças ali na Escola Pública, no Clube de 5 dias ou Boas Novas na EBD, crianças na rua, vizinhos, parentes, já pensou alguma vez “que virá ser este menino, menina”?
             O que vem na sua mente? Quando esta pergunta é feita? Você se lembra de uma criança que conhece. O que gostaria que ela fosse?
            Talvez para muitos que viram o acontecimento do nascimento de João Batista o resultado não era o esperado, não foi um Sumo sacerdote de renome, nem um sacerdote muito menos o rei de Israel ou mesmo alguém que daria suporte financeiro para seus pais.
            Sua moradia não foi num bairro nobre na cidade de Jerusalém, mas passou a ser o deserto, sua roupa não foi de grife, mas, estranha a de outros, pele de camelo, sua alimentação, natural, mas um pouco a desejar (gafanhoto com mel) sua palavra, palavra de desconforto (arrependei-vos), mas, alguém que preparou o caminho do Senhor Jesus.
            Não foi o que os homens desejavam, mas, sim, o que Deus desejava. “Voz que clama no deserto”.
            As crianças que temos visto e muitas vezes convivido precisam primeiro conhecer o Senhor Jesus e depois aguardar que Deus lhes dê um caminho profissional, Deus não chama só Pastor e missionário, Deus chama pessoas para colocá-las frente a outras para que estas distingam a verdadeira vida (Jesus).
            Que virá a ser este menino? A oração que devemos lançar aos pés do Senhor, não deve ser somente “o abençoe”, “faça-o prosperar”, não! Este menino e menina nas mãos de Deus sendo instruídos por nós professores evangelistas de crianças vão ser verdadeiros profetas, cuja mensagem não será prosperidade, não será cura, não será autoajuda, a mensagem desta nova geração preparada por nós deve ser: “arrependei-vos e convertei-vos”.
            Não vemos João Batista falar de prosperidade, não se vê uma cura realizada por João Batista, muito menos um milagre, mas uma palavra precisa “ARREPENDEI-VOS”.
            O menino ou a menina pode ser o que você o incentivar a ser e por sua onipotência e soberania, Deus pode até permitir isso, mas o que Ele quer preparar é uma geração com autoridade de vida, que mova as pessoas pela intrepidez a se arrependerem dos seus pecados.
            Uma das características de João quanto ao seu crescimento é que ele crescia e se fortalecia em espírito. (Lc. 1:80). Acredito que tanto fisicamente, emocionalmente e espiritualmente João possivelmente crescia através dos ensinos de seu pai que o instruiu. Bem como sua mãe que também deve ter orientado o menino. Instruiu dentro do conhecimento da Palavra nem tanto nas tradições judaicas ele viveu no deserto não próximo do templo e daqueles que exerciam autoridade espiritual, óbvio que seu pai era uma autoridade espiritual.
            Uma das coisas que pretendemos no ensino da Palavra para com os pequenos é levar a eles o conhecimento da Bíblia e nem tanto doutrinas das denominações, a nossa preocupação deve ser ensinar a pura Palavra de Deus sendo orientados pelo Espírito Santo. João ficou no deserto, deserto é só sem o convívio da massa judaica da liderança corrompida de uma religião que Deus usou para preparar a vinda de seu filho.
Fica a expectativa de nós orientarmos segundo a Palavra de Deus, e não segundo aquilo que achamos que pode e não pode ser.
Ele não só crescia, mas ele se fortalecia: (Dar fortaleza ou força Dar coragem a; animar) para o que ele iria enfrentar, precisava de força, coragem e animo. Pensando em ser profeta aonde Deus quer, é necessário preparar os nossos alunos para enfrentar o dia a dia, a vida que não é fácil. Aí sim entra a questão o que você deseja ser quando crescer? Muitos vão querer ser médicos, advogados, engenheiros, etc...mas diante das dificuldades e oposições diante de uma educação precária na nação, é necessário dar força pela palavra o Salmo 28:7 diz que o Senhor é a nossa força, força para enfrentar oposições, força para nos colocar dentro de uma universidade, força para fazer passar em um concurso etc...coragem para determinadas etapas da vida que aos nossos olhos são dificílimas, mas que a criança mediante a apresentação da palavra ira entender que Deus não nos deu espírito de covardia, mas de coragem, amor e moderação I Tm. 1:7. Josué 1:9 é necessário que haja uma disposição de animo para as batalhas, ao receber a tarefa de conduzir o povo para a terra prometida, Josué recebe do Senhor animo para esta tarefa que foi bem sucedida, assim o menino (a) será bem sucedido diante das tarefas e lutas que a vida os proporcionará e na verdade para salvos e não salvos as lutas virão, precisamos ensinar os meninos e meninas a lutarem no seu dia a dia, começa com uma prova difícil, um desejo de adquirir um brinquedo e depois, um trabalho, um chefe inconveniente, esta situações vão revelar ao mundo que eles são a vitrine do Deus vivo, sendo nas mãos do Senhor verdadeiros profetas.




sexta-feira, 29 de março de 2013

Julgar a causa do aflito

Jeremias 2:8 “Os sacerdotes não disseram: Onde está o SENHOR? E os que tratavam (debatiam, discutiam) da lei não me conheciam, e os pastores prevaricavam contra mim, e os profetas profetizavam por Baal, e andaram após o que é de nenhum proveito”. Jeremias 22:16 “Julgou a causa do aflito e necessitado; então lhe sucedeu bem; porventura não é isto conhecer-me? Diz o SENHOR”. Quando ingressei no ministério de Igreja em 1999, senti uma vontade muito grande de ler e estudar o livro de Jeremias, eu grifava com cores diferentes o que Deus falava, o que o povo dizia e as palavras do profeta. Uma das coisas que me chamaram a atenção foi no Capítulo 2 versículo 8 especialmente quando diz (... e os que tratavam da lei não me conheciam) que eram os escribas aqueles que ensinavam a lei do Senhor ao povo, aqueles que discutiam as leis, aqueles que debatiam tiravam conclusões da lei para o povo, mas NÃO CONHECIAM O SENHOR. É um equívoco estudar a lei do Senhor, mas não conhecer este Senhor. No entanto Deus fazia mais advertências contra a liderança de Israel e uma das situações Ele afirma que "Os profetas profetizam falsamente, e os sacerdotes dominam pelas mãos deles, e o meu povo assim o deseja; mas que fareis ao fim disto?" (Jeremias 5 : 31) O que descobri naquela ocasião é que nós vivemos dentro de um contexto onde o povo quer ouvir somente o que lhe agrada, somente coisas que vão ajudá-los em suas vidas, mas não querem conhecer o Senhor. Acredito que nestes dias tenho aprendido que Deus quer que o conheçamos mais do que outra coisa. É uma ordem que Ele nos dá, para o conhecermos, à medida que eu o conheço o ministério desenvolve melhor, porque estou dentro da sua vontade. Os escribas no contexto de Jeremias conheciam a lei, o papel, mas não conhecem a Deus o autor da lei. Lembro-me de Jó que diz que o conhecia somente de ouvir, mas depois da experiência que ele teve de toda tragédia na sua vida, ele conheceu a Deus de ver, às vezes os problemas que nos afetam, dificuldades nos levam a buscar mais o Senhor porque Ele nos trata pessoalmente. Quando eu li Jeremias fiquei pensando o que é conhecer a Deus? Tem o fator de dificuldades, problemas, provações, mas Ele revela outra característica para nós o conhecermos e no capítulo 22:16 diz: julgou (estimou valorizou) a causa da aflito. Para a palavra (aflito) temos vários sinônimos ex: angustiado, atormentado, atribulado, preocupado, torturado e necessitado: carente, desprovido, falho, falto. Acredito que também podemos conhecer o Senhor quando vemos crianças nas diversas situações que com certeza se enquadra ao sinônimo de aflito e nos faz levar a mensagem do evangelho para elas conhecerem alguém que se preocupa com a situação delas e o conhecendo elas mudam suas fisionomias, a angustia é transformada em paz, o tormento acaba, a tribulação é vencida, a preocupação é colocada aos pés daquele que disse que venceu o mundo e a tortura do pecado e do inimigo são conquistadas através de Cristo. Quando valorizamos a criança e procuramos nos colocar na brecha por elas estamos olhando e intercedendo pelo carente de amor, desprovido de segurança, o falho ou fracassado na vida e podemos dar a elas a esperança de serem vencedoras e terem um futuro mais promissor. Temos nas nossas igrejas pessoas que só discutem a lei, mas não conhecem o Senhor, mas também temos aquelas que julgam a causa dos aflitos e necessitados e aqueles que olham e oram com amor em favor das crianças.
 
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